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terça, 28 março 2017 10:14
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Uso de canabinoides na gestão da doença do enxerto contra o hospedeiro crónica

Após um trabalho que desenvolveu no Hospital Universitário de Salamanca sobre doença do enxerto contra o hospedeiro (DECH), o Dr. Bruno Mesquita, interno do 5.º ano no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, apresentou as conclusões do póster, que resume a sua experiência com o uso de canabinoides na gestão da DECH. Assista ao vídeo.

A DECH corresponde a um desafio terapêutico no contexto do transplante alogénico. O potencial terapêutico dos canabinoides na gestão da DECH foi descrito, inicialmente, por Pandey R, em 2011. Os dados da literatura sugerem que o uso de canabinoides poderá representar uma possibilidade terapêutica no tratamento de sintomas esclerodérmicos associados a DECH crónico.

Uma análise retrospetiva, que incluiu um grupo de 16 doentes com DECH extensa e com atingimento de vários sistemas e órgãos, avaliou a utilidade terapêutica dos canabinoides como terapêutica de resgate.

Segundo explicou o Dr. Bruno Mesquita, que apresentou um póster sobre o potencial terapêutico com canabinoides em doentes que desenvolveram DECH, após a sua experiência com este grupo de doentes no Hospital Universitário de Salamanca, afirmou que “os canabinoides estão descritos como potenciadores da imunotolerabilidade, desde 2011 (Pandey R)”, dado que aumentam as T-REG e induzem a apoptose das células macrofágicas.

“Neste estudo, observámos que a administração de canabinoides, numa dose média de três puff por dia (duas a cinco), possui uma boa tolerabilidade”, sendo que “apenas dois doentes descontinuaram o tratamento devido a efeitos adversos”. De acordo com o Dr. Bruno Mesquita, 15 doentes tinham afetação cutânea e três apresentavam características esclerodérmicos (“nestes doentes houve uma melhoria destas características e das cãibras”).

O uso de canabinoides, conforme referiu o Dr. Bruno Mesquita, “parece ser um tratamento eficaz em doentes com DECH, particularmente no grupo de doentes com problemas digestivos, com características esclerodérmicas e pulmonares”. Não obstante, e tal como acontece na Esclerose Múltipla, “há uma perda de resposta e uma progressão a longo prazo”. “Na DECH, infelizmente, continuamos a ter respostas curtas e eficazes, mas pouco duradouras”, frisou o Dr. Bruno Mesquita.

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